sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Enjoy yourself.


O ir e vir, o pensar e meditar, o ato de se encontrar e ao mesmo tempo se desencontrar torna o embalo da vida agitado, por vezes descompassado.  É nessa montanha russa de reflexões que o eu interior, aquele eu superior, se mostra, se abre, se permite respirar. Nesse encontro completamente pessoal e intransferível que o amor próprio se dá. Nas horas que a contemplação da simplicidade se torna complexa e cheia de minúcias. Quando o questionamento cessa e a paz impera, o amor aflora. A felicidade transborda pelo fato de simplesmente existir um "eu" descoberto de camadas...

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Quereres



Onde queres revólver, sou coqueiro
Onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alta, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão.


(...)


Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim.



Caetano <3

sábado, 2 de agosto de 2014

Um dia você entende que o tempo não é um erro. O tempo é o nosso maior mestre. O tempo nos mostra quem deve ficar e o que pode ir embora. O tempo nos mostra que tipo de amor é eterno. E o eterno pra mim, é o que fica depois das brigas, depois das duvidas, depois do orgulho, depois da solidão. Com amor, o sorriso volta, mesmo depois de muitas lagrimas. Com amor o futuro não assusta. Com amor a gente se desdobra pra não se dividir. Com amor o perdão é sincero, com amor é fácil ter fé. Se o amor fica depois de tudo, jamais deixo-o ir embora.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

... and let die


                        



Definitivamente a vida nos reserva surpresas a cada dia, ela se transforma num piscar de olhos. O olhar atento capta detalhes, que podem parecer insignificantes, mas somados, promovem mudanças substanciais. Por isso, viva intensamente! Aproveite cada oportunidade e entenda como a chance para um novo desafio. Encare. Invente. Reinvente. Sem nunca perder a essência,sem esquecer quem unicamente você é!

sábado, 5 de abril de 2014

          Nada acontece por acaso. Nenhum passo dessa nossa louca vida é dado sem a permissão divina nos dando uma nova chance de fazer o bem na vida de outro. 

Hoje conheci uma senhora, que sobretudo me ensinou a dar valor a família, a um grande amor e às pessoas que estão ao nosso redor sempre dispostas a nos dedicar todo e qualquer modesto e bom sentimento.

Aí é que esta o segredo da vida: um dia a gente aprende com o mais velho, noutro dia o mais velho se surpreende com algo de bom que possamos acrescentar à sua vida. Toda essa historia de que devemos ser exemplo pra mostrar ao próximo como se deve agir é mero teorismo. A gente aprende mesmo é com quem sabe nada. Com quem não tem "literatura" pra falar, com quem passou todos os dias da sua vida numa situação monótona e deleitosa.

E que a gente nunca desperdice a oportunidade de aprender. Crescer, valorizar,apender e , sobretudo, derramar sobre todos os que estão a nossa volta a incrível sensação o saber o não saber.


Maktub!

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Pra ler todos os dias!

"Quando afinal, tudo estava certo, no lugar exato, se encaixando, tudo mudou.
Outra vez.
A história era bem aquela, as coisas não eram bem assim, o caminho não é mais aquele, a pessoa não era tão legal, o namoro acabou, o casamento gorou, o emprego dançou.
De repente, o susto de novo, a falta de chão.
Tudo que era deixa de ser. Muda o panorama, o horizonte, a perspectiva, a vida. Canseira, preguiça, raiva.
Quando chegará a minha vez?
Nunca.
Pelo menos não desse jeito que a gente fantasia "a nossa vez". Não existe um momento estático em que tudo fica em um determinado jeito ruim, nem um determinado jeito bom.
O bom e o ruim passam.
Só há uma coisa segura, certa e imutável na vida: nada é seguro, certo e imutável.
Por isso, não adianta ficar esperando a vez chegar.
A vez já chegou, está sendo agora, o melhor a fazer é aproveitar a mudança para ver, refletir, mudar o ponto de observação, considerar o mundo sob uma outra ótica, outra lógica, outros meios de conhecimento.
Não adianta olhar pra trás e curtir aquela dorzinha funda, por trás da mudança: infelicidade de agora lembrando da felicidade de ontem.
Mais construtivo é viver com a mudança. Algumas reflexões que passam pela minha cabeça, quando me vejo na situação de enfrentar a mudança.
Não é bom controlar o mundo lá fora, segurar, prender, forçar para que as coisas se encaixem em um jogo de quebra-cabeça criado pela nossa imaginação.
Controlar o de fora é impossível. Quebra!
O negócio não é esperar que o mundo se adapte a nós.
Nós temos que mudar para estar em harmonia com a nova situação lá fora.
Ter flexibilidade.
Jogo de cintura.
Ser leve.
Retirar peso.
Flutuar como pluma, dançar com o vento, sem resistência, sem oposição.
Pensar que a mudança por pior que seja, sempre traz com ela um certo alívio.
Passado um período difícil de transição, cheio de incerteza e confusão, vem o prazer da descoberta do novo, o novo lugar, o novo ambiente, a nova alegria e a esperança da reconstrução.
O movimento cai, levanta, constrói; cai, levanta, constrói, de novo e de novo enrijece o músculo, aumenta a elasticidade, a força, o jogo de cintura, a capacidade de viver melhor a vida.
Sobretudo não ter medo de perder. Com medo de perder, não se arrisca. Com medo de morrer não se vive.
Lembrar que na praia, cada onda que cresce e se desenvolve deve à sua beleza, ao desmanchar da onda que a procedeu. E considerar as perdas como batalhas, não como a grande guerra.
Enfrentar o momento da partida, mesmo quando não se tem um lugar certo para ir.
Abrir para o desconhecido, deixar o desconhecido entrar e atrapalhar.
Olhar a mudança como o natural e não a exceção.
A surpresa, a coisa ruim.
Viver é um processo.
Mudança é vida.
Só não muda quem está morto.
E nós estamos "vivinhos da Silva".   

Fatima Ali

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013


“Quando chega a hora, precisa saltar sem hesitar”

                                                                      (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013




Essa é Ester.


Com sete anos de idade quis ser astronauta, não deu. Quis correr por campos de flores, não encontrou -- também não procurou muito. Quis cantar para milhares de pessoas, não sabia, não podia -- desistiu. Durante toda sua infância brincou sozinha com suas bonecas, cresceu e se acostumou a viver também sozinha, com seus personagens, suas histórias, suas divagações. Aos dez encontrou um palhaço encostado à lona no fundo do circo que disse a ela que a vida não tinha graça. Aos catorze pensou ter sentido o amor e chorou patética crendo piamente que aquilo nunca iria passar - e passou. Aos dezesseis sonhava em subir até o topo de uma torre telefônica que havia na sua cidade -- foi morar em outra cidade, nunca subiu a um lugar tão alto quanto àquela torre, mas ainda sonhava. Aos dezessete rodopiava pela casa ouvindo músicas e sonhando em ser livre como um pássaro. Nunca teve um sonho [desses que se sonha dormindo] que fizesse sentido. Passou cinco anos sem amar, embora ninguém tivesse quebrado o seu coração em pedaços. Aos vinte possuía dezenas de enormes sonhos no peito e nas mãos quase nada do que havia esperado para o futuro. Mas isso ninguém viu.
E nada disso importa agora.
Aos vinte e um ela caminhava à noite pela rua pensando em jogar tudo para o alto e ir viver a vida como se cada dia fosse o último, quando foi surpreendida por um caminhão que não deixou intacta quase nenhuma parte de sua casca chamada Ester - que já não parecia Ester, mas que nunca foi Ester --. Ester já não existia, ela costumava ser um conjunto de órgãos e pensamentos e principalmente sonhos. Enquanto a multidão toda se aproximava para ver o ocorrido, algo sem cor subia e explodia no céu azul escuro daquela noite sem estrelas, eram seus sonhos -- mas isso ninguém viu.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Você não é igual as pessoas que diz que ama. Não é igual as pessoas que admira.

Não é igual aos péssimos (nem bons) exemplos de quem convive.

Não.

Você não é igual a ninguém.
Você é o que você pensa ser todo dia quando acorda. 

Você é o seu caráter. E isso não precisa ser demonstrado a ninguém.
 Você é tudo que há por dentro. E isso ninguém pode ver...




Não deixe que idiotas estraguem seu dia.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013



Depois de um tempo você aprende  que os tombos te fortalecem,

que os ventos te levam e que a vida te molda da maneira que bem quer. 

Por isso não tente entender, tente viver.
Poucos conseguem...

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

?

...
Enquanto apresentava sua imensa biblioteca para o neto de sete anos, ele disse:
— Você precisa ler muito. Graças aos livros hoje eu sei quem foi Mozart, Chaplin, Chopin, Drummond, Gandhi e muitos outros seres memoráveis!
O garoto olhou confuso e perguntou:
— E nós, vô?
...
Quem somos nós?

Think the same as Drummond


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Metanoia










  A mente é a grande comandante dos seus passos. Tudo depende da importância que você dá, de como você enxerga as coisas. Você pode enxergar um copo meio cheio ou meio vazio. Mas tenha em mente que enxergar a segunda opção é dar valor ao vazio, e vice versa. Valorize o que realmente merece ter valor. Cuide das pessoas que realmente ama. Abrace, perdoe, enxergue todas as situações como um convite a superação e a renovação dos seus princípios, e assim viva a vida que gostaria de ter. É só querer.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013



    

     Passei a minha vida toda tentando consertar erros que cometi na ância de não faze-los. Tentando provar, pro mundo ou talvez apenas pra mim mesma, que eu não era aquilo que os olhos dos outros viam. Perdi momentos e prendi choro pelo mesmo motivo: querer ou preferir ver as outras pessoas sorriem. 

Passou se o tempo, continuei correndo, achando estar em busca de algo que eu bem sabia o que era,mas na verdade não sabia de nada. Não sei quem eu posso ser, quem escolhi ser , e como essa escolha acarretou na destruição de vários outros "eus" ,melhores ou estupidamente piores, que deixei de ser. Mas a verdade é que eu não sei de nada. Não escrevo poema bonito,não tenho uma família bonita e uma casa com jardim.Não acordo todos os dias no horário que quero e não vou dormir como tal. Não tenho nenhum olhinho miúdo pra chamar de meu. Nenhuma cabeça pra fazer cafuné. E mesmo que ache que um dia eu terei tudo isso,eu não sei de nada. Nada do que acontecera comigo nas próximas horas é sabido por mim. Não sei se vou chorar,se vou descobrir dois olhinhos miúdos dentro de mim,se vou fazer alguém sorrir,se vou limpar o jardim de uma linda casa só minha ou se continuarei a acordar cedo por obrigação... Coincidência? Que nada! A vida é feita mesmo é do saber de nada,da inconstância,do inevitável, improvável. E todos os dias eu acordo cedo- apenas por obrigação ,tendo apenas uma certeza no peito: Eu quero me renovar, quero ser feliz!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

   

  Para aqueles que não acreditavam no meu potencial:

                                            APENAS OBSERVEM.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Eu pensei que pudesse esquecer certos velhos costumes,
pensei que já nem me lembrasse de coisas passadas,
pensei que pudesse enganar a mim mesma, dizendo que essas coisas de uma vida comum não ficavam marcadas.

Não pensei que me fizesse falta umas poucas palavras
dessas coisas simples que dizemos antes de dormir..
Os costumes me falam de coisas e fatos antigos
como as tardes alegres com nossos amigos
um final de tarde , um aconchego na cama, a luz apagada
Essas coisas que somente com o tempo se pode esquecer ..

Então eu me vejo respirando toda liberdade que alguém pode ter .

E de repente essa liberdade até me assusta ,
de repente me aceitar sem você um tanto me custa

Como posso esquecer os costumes, se nem mesmo esqueci de você?

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

It


Sou uma e sou muitas.
Obra "Mulher em frente ao espelho"
do espanhol  Pablo Picasso (1881 - 1973).
Sou pessoa e  personagem . Sou hipster  e sou antenada.

Sou quem admiro e tudo o que celebro.
Sou mídia e mistério.
Céu e  inferno. Impulso e compromisso . Tentativa e tentação. 

Sou cena e imprevisto. Sou intenção e improviso. Sou musica e sou silêncio.  
Sou tudo o que  quero conhecer, bem mais do que o seu olho pode ver.

Eu sou eu no meu tempo. Sou o que ficou pra trás com o que virá do futuro, sou o que escolhi - a densidade de todas as vibrações! 
E junto a esse misto de sensações encontro a fórmula do meu novo e antigo fazente do nascente eu! 


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

                                         O céu não está em cima, ou embaixo 
                                                                                   
                                                                                   ou à direita ou à esquerda ...
                                   O céu está no centro do peito
                                                                                            
                                                                                                      do homem que tem fé ...

                                                                                                                              
       - Salvador Dalí -

Quem sou eu

Minha foto
Eu sou a poesia que se perdeu no vento.